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A tesoura do JN: uma análise sobre a mudança de visual da apresentadora Patrícia Poeta

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Mais uma vez eu compartilho por aqui um pouco das minhas pesquisas acadêmicas. Desta vez trago o meu artigo mais recente, aceito para publicação/apresentação no próximo Intercom Nacional 2012, o XXXV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, que ocorrerá em setembro em Fortaleza. O artigo é um desdobramento da minha pesquisa de mestrado, que fez uma análise crítica da história do figurino no telejornalismo brasileiro e também do figurino do Jornal Nacional. Desta vez eu me debrucei sobre a análise imagética da mudança visual da apresentadora Patrícia Poeta quando ela passou de apresentadora do Fantástico para “âncora” (bem entre aspas) do Jornal Nacional.

Resumo
Este artigo se propõe a analisar a mudança do figurino da jornalista Patrícia Poeta na sua transição como apresentadora do semanal televisual Fantástico, da Rede Globo, para o Jornal Nacional, telejornal mais importante da mesma emissora e do país em números de audiência e em tempo de existência. Esta análise é feita com base no conceito de telejornalismo e nas pesquisas sobre figurino como comunicação com o intuito de demonstrar a tentativa de negação da feminilidade no ambiente telejornalístico como forma de alçar uma suposta credibilidade presente na estética masculinizada. O trabalho busca ainda reverberações dessa mudança e do figurino da apresentadora junto às novas mídias digitais como forma de situar o consumidor de mídia nesse processo de forma qualitativa.

Palavras-chave: figurino; Fantástico; Jornal Nacional; consumo de mídia; mídias digitais.

Para baixar o artigo completo clique neste link: Artigo Intercom 2012 Patrícia Poeta completo

Oficina de figurino para TV é ministrada de graça em JPA

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Estou muito feliz com o convite que recebi do CA de Comunicação da UFPB para participar da I Semana de Comunicação Social – 2012,  um evento que tem o objetivo de recepcionar os alunos recém-chegados ao departamento. A iniciativa é mérito do Centro Acadêmico Vladimir Herzog – Gestão Idealize, pelo qual eu tenho um grande carinho. Trabalhamos muito juntos nos dois anos que fui professora substituta no Departamento.

A proposta do evento é dar espaço para que os profissionais da comunicação possam falar sobre a área, o mercado de trabalho e, claro, tirar as dúvidas dos estudantes. Assim o diálogo entre mercado e academia fica cada vez mais forte, e todo mundo só tem a ganhar com isso. A Semana de Comunicação Social é sem dúvidas uma oportunidade para os estudantes se inteirarem sobre os diversos campos de atuação do profissional de comunicação. A programação vai do dia 23 ao dia 28 de abril e será realizada nos auditórios do Centro de Educação, CCHL, Salas de Aula do CCTA, Estúdio de TV e Rádio (CCTA), Salas da Central de Aula.

A oficina que vou ministrar, de Figurino para Televisão, será logo no primeiro dia, na segunda à tarde. Já ministrei algumas oficinas desse tipo e o mote é a moda como comunicação e as especificidades do seu uso em produtos televisuais. Existem diversas oficinas distintas, para todos os gostos. Fico muito feliz também em encontrar ex-alunos compartilhando seus conhecimentos, como Priscila Durand, Raissa Brito e Mellyne Batista (as três foram minhas orientandas nos TCCs no ano passado, motivo de orgulho)!

Toda a programação é gratuita e voltada principalmente para os alunos do Decom. As vagas são limitadas, portanto se quiser garantir a sua é melhor confirmar presença através do e-mail caidealize@gmail.com  ou pelo telefone (83)8857-6285.

Programação

No dia 23/04:

Oficina: Figurino para TV (Telejornalismo)

Agda Aquino: Professora da UEPB

Horário:14h00

Oficina: Produção Audiovisual

Junior Pinheiro

Horário:14h00

No dia 24/04:

Oficina: Produção em 3D

Priscila Durand

Horário: 14h00

Mini-curso: Maquiagem para TV Digital (Telejornalismo)

Raissa Brito / Mellyne Batista

Horário: 14h00

No dia 25/04:

PARALISAÇÃO

No dia 26/04:

Oficina: Os caminhos do texto Jornalístico   

Laerte Cerqueira

Horário: 09h00

Oficina: Estratégias para Reportagem  

Richelle Bezerra

Horário: 14h00

Mini-curso: Cinegrafista

Aderaldo 

Horário: 14h00

Oficina: Jornalismo Cultural 

Andréa Albuquerque

Horário: 18h00

No dia 27/04:

Mini-curso: Comunicação e Cultura Popular

Júnia Martins

Horário: 14h00

Oficina: Telejornalismo 

Bruno Sakaue / Patrícia Rocha

Horário: 14h00

Curso de Redação para Jornalismo de Moda

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Novidade no ar, que tal começar o ano se aprofundando nos conhecimentos de jornalismo de moda? Quem não quer ficar para trás e conhecer de perto as técnicas de produção de conteúdos jornalísticos para moda, não pode perder o curso de curta duração em Técnicas de Redação para Jornalismo de Moda. O curso visa preparar profissionais para compreender e produzir textos jornalísticos para o setor, respeitando as diferentes características dos meios de comunicação e as especificidades do setor. Ministrado por mim, o curso será realizado no dia 4 de fevereiro, das 8h às 17h, na sede da FMN em João Pessoa, na Avenida Epitácio Pessoa. As inscrições são limitadas e podem ser feitas através deste link. O investimento é de R$ 30,00.

O curso vai explicitar as características das técnicas de redação para jornalismo de moda em meios impressos, audiovisuais, internet e multimídia. Vai abordar também a estrutura básica do texto jornalístico, suas variantes e o tratamento da notícia de moda. Os termos estrangeiros, termos específicos da área e “tradução” jornalística. Semelhanças e diferenças entre o texto jornalístico de moda para jornais impressos, revistas, telejornais, revistas eletrônicas, rádio, portais, blogs, videocasts e podcasts, além de dicas de como trabalhar de forma diferencial com o texto jornalístico.

O setor de moda cresce a passos largos no Brasil e no mundo. Seguindo esta corrente, cresce também o jornalismo especializado em moda, que está vivendo um dos seus melhores momentos em terras brasileiras. Foi pensando nesse novo contexto social e nessa tendência do jornalismo contemporâneo que a Faculdade Maurício de Nassau preparou o curso de extensão de curta duração em Técnicas de Redação para Jornalismo de Moda. O primeiro encontro sobre o tema foi um sucesso, e ocorreu no dia 05 de novembro do ano passado. Essa nova etapa é um aprofundamento maior e com mais dicas práticas do exercício do jornalismo de moda.

Turma do primeiro módulo de jornalismo de moda, da Faculdade Maurício de Nassau, que aconteceu em novembro passado. Veja aqui como foi esse primeiro encontro.

Para saber mais sobre mim, basta dar uma olhadinha no meu currículo clicando no ícone Sobre mim. Lá tem um resumo das minhas atividades e o link para o currículo acadêmico no Currículo Lattes (Cnpq).

Serviço:

Curso de Técnicas de Redação para Jornalismo de Moda – Faculdade Maurício de Nassau

João Pessoa – Avenida Epitácio Pessoa

Dia: 04/02/12

Horário: 08h/12h – 14h/18h

Investimento: R$ 30,00

Inscrições:


http://www.mauriciodenassau.edu.br/inscricao/visualizarCurso/cod/2203/cid/3/fid/1#

Cabelos, estereótipos e Jornal Nacional – uma relação de amor e ódio

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É a notícia da semana no mundo telejornalístico: Fátima Bernardes deixa a bancada do Jornal Nacional e vai para um programa (misterioso) ainda não divulgado. Reza a lenda que ela vai apresentar um programa de entrevistas pela manhã. Quem viver verá! Semana passada falamos por aqui da saída dela, da sua substituta e os motivos que talvez a tenham levado a essa decisão. Ontem foi o fim dos quase 15 anos em que ela sentou na bancada do JN, como dá pra ver no vídeo completo do telejornal com retrospectivas sobre a carreira dela e a de Patrícia Poeta.

Sem dúvida uma das coisas que mais chamaram a atenção nessa mudança foi o corte de cabelo de Patrícia Poeta, que perdeu as longas madeixas tipo “Maria Madalena Arrependida” e caiu na tesoura da seriedade e caretice do JN. Eu acho que o cabelo ficou bonito, mas a questão não é essa. Ela ficou décadas usando o cabelo longo e essa mudança é totalmente simbólica, marcando território, mudança, agora ela não é mais dona das próprias madeixas (e quem sabe das próprias roupas, ou ideias, ou maquiagem…). Eu aposto que quem está esperando ver os figurinos famosos e glamourosos do Fantástico no JN, vai se decepcionar.

A questão dos cabelos no telejornalismo brasileiro é séria, é um reflexo de toda a poda estética pela qual a mulher é obrigada a passar, mesmo que não de forma oficial, e sim cotidiana. Quantas repórteres e apresentadoras passam pelo mesmo ritual de passagem na hora de assumir suas funções em frente às câmeras? Lágrimas são comuns, e para os mais antigos parece que demonstra o verdadeiro envolvimento da novata com o compromisso que está assumindo, mas na verdade é um preconceito institucionalizado, em nome de uma suposta credibilidade, primando pelo modelo ariano.

É só olhar as imagens dos apresentadores e apresentadoras que se revezam na bancada do JN para perceber que elas adotaram a estética padrão do programa. Cabelos curtos, lisos que remetem à estética andrógina, aquela em que homens e mulheres são esteticamente parecidos, muitas vezes até confundidos. Essa informação quase “assexuada” da mulher no telejornal é reforçada por outras mensagens simultâneas: maquiagem básica, acessórios discretos, o uso de roupas sérias, com cores sóbrias, estruturadas e claramente inspiradas no traje formal masculino, o terno. A escritora Fischer-Mirkin diz que não é mistério o motivo pelo qual iríamos desejar investir nas qualidades masculinas, uma vez que, historicamente, os homens têm alcançado uma série de oportunidades e privilégios negados às mulheres. Usar roupa e cabelo “de homem” é uma maneira simbólica de herdar essa posição privilegiada. Parece que, ainda hoje, ser feminina e ser profissional competente num ambiente tipicamente masculino não são características que possam andar juntas e depõem contra o trabalho da mulher. Com o jornalismo não parece ser diferente, já que se trata de um ambiente extremamente masculino, apesar do crescente número de mulheres na profissão e de elas serem maioria nas universidades de comunicação do país.

Voltando aos cabelos, tem uma história que me impressiona e está diretamente ligada à BBC, de Londres, considerada uma das melhores TVs do mundo. Veio de lá um escândalo envolvendo uma apresentadora antiga da casa, que teria sido demitida por estar velha. Miriam O’Reilly, de 53 anos, venceu a rede de televisão BBC em um raro processo judicial de discriminação por idade. Eles a perseguiam por causa das rugas e também por causa dos cabelos brancos (ela se negava aplicar um spray preto no cabelo todo dia antes de apresentar o seu programa).

Mas se engana quem pensa que isso só acontece em outros países, o preconceito “capilar”, ou estético mesmo, no Brasil é muito sério e abrange desde telejornais até as outras esferas da sociedade. Cabelo crespo, cacheado, ondulado ou branco são mal vistos em mulheres que querem seriedade e/ou credibilidade. Essa semana fiquei chocada com um caso que deve acontecer muito. Uma estagiária de uma empresa de educação em São Paulo sofreu assédio moral no trabalho por não alisar o cabelo. Absurdo isso! O Brasil repete preconceitos baseados em estereótipos todos os dias, e o pior, a gente nem se dá conta disso. “Cabelo ruim” virou sinônimo daquele que não é liso. A expressão “boa aparência” é usada frequentemente para disfarçar esses preconceitos, seja na TV, na escola, nas ruas ou em casa. Até quando?

Babado! A blusa mais comentada da TV brasileira essa semana

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Quem acompanha meu blog ou me conhece sabe que a minha pesquisa de mestrado se debruçou sobre as significações do figurino no telejornalismo brasileiro. Como objeto de estudo, observei o Jornal Nacional (quem quiser saber mais um pouco é só olhar em publicações, tem alguns dos meus trabalhos de pesquisa por lá). Ando meio afastada da observação do Jornal Nacional, mas não tenho como escapar dos comentários que me chegam pelo twitter. Dessa vez foi a fofa da Faby Falcão quem me avisou. Fui olhar no site e no twitter, pronto, pipocaram os comentários engraçados. O povo brasileiro não perdoa. Não sei até que ponto isso é bom ou ruim, porque eu tendo a achar que o povo estranha mais porque não é acostumado do que por senso crítico e social. Análises a parte, que os comentários são engraçados, isso são. Dá uma olhadinha em alguns que eu selecionei.

PiLiB_ feLIPE
Fátima Bernardes tem um inimigo mortal: o figurinista. Que forma de cajuzinho é essa que ela está usando, meu deus ?!

carla_magapic Carla Magalhaes
Como será q é essa roupa da Fátima Bernardes na nuca?

comentv TV + Tweet
Que horas vai tocar a música do “Plantão da Globo” pra falar sobre o escândalo que é esse babado da camisa da Fátima Bernardeshoje no #JN?

Pettersonfarias Petterson Farias
Fátima Bernardes veste a roupa do culto de domingo da sua empregada. Veja.

comentv TV + Tweet
Se chover, os babados da camisa da Fátima Bernardes se transformam num enorme criatório de mosquitos da dengue! Acumula água lá #JN

celsodossi Celso Dossi
Por que a Fátima Bernardes tá vestida de bolo de coco de padaria?

comentv TV + Tweet
Gente, a camisa da Fátima Bernardes tá parecendo aqueles figurinos das bailarinas d’água na abertura do Fantástico nos anos 90! #JN

bellebarros Isabelle Barros
o que é isso pendurado no pescoço de fátima bernardes? parece uma anêmona do mar feita de papel machê…

dudupacheco dudupacheco
A blusa da Fatima Bernardes e uma obra de arquitetura.

papodebola Edu Cesar
Enquanto está 1 x 0 Brasil aos 16′, o que é o casaco “duas caras” da Fátima Bernardes no “Jornal Nacional”? Eh, eh, eh…

Teledramaturgia Nilson Xavier
Fatima Bernardes levou spray de chantilly na blusa, só pode! #JN

Mulher macho no telejornalismo? Sim, senhor!

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Hoje eu tenho o prazer de apresentar um artigo no I Forum Nacional do Audiovisual, promovido pela UFPB. O texto é um fragmento atualizado da minha dissertação de mestrado, que pesquisa o figurino do telejornalista brasileiro. Abaixo coloco o título, o resumo, e o link para download do arquivo em PDF. A apresentação será às 11h da manhã, no auditório 412 do CCHLA. O evento é aberto ao público. Quem quiser aparecer por lá para falar do assunto, vai ser um prazer!

MULHER MACHO, SIM SENHOR: A NEGAÇÃO DO FEMININO NO FIGURINO DO TELEJORNALISMO BRASILEIRO

Resumo: A televisão é o meio de Comunicação de Massa de maior abrangência no Brasil. O telejornal é um gênero audiovisual presente na quase totalidade das emissoras brasileiras. O telejornalismo brasileiro adotou para si, desde o princípio, um padrão estético inspirado no modelo norte-americano, mas incorporou a ele características do rádio e do circo. Dentre elas destacamos neste trabalho a masculinização do ambiente telejornalístico como sinônimo de credibilidade. O reflexo desse modelo se aplica ao discurso estético do telejornalismo brasileiro, em especial ao figurino, exigindo que mulheres se vistam e se portem de forma masculinizada, numa espécie de negação da feminilidade com o intuito de manter a seriedade característica dos programas de notícias. A presença das mulheres nas bancadas dos telejornais brasileiros teve que ser pautada por roupas, cabelos, acessórios e maquiagem que remetem ao universo masculino e permanece até hoje, quando podemos observar algumas primeiras iniciativas para quebrar esse padrão.

Palavras-chave: Telejornalismo; masculinização; figurino.

Arquivo completo em pdf, clique aqui: Artigo Mulher Macho Forum Audiovisual.
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