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Oficina de figurino para TV é ministrada de graça em JPA

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Estou muito feliz com o convite que recebi do CA de Comunicação da UFPB para participar da I Semana de Comunicação Social – 2012,  um evento que tem o objetivo de recepcionar os alunos recém-chegados ao departamento. A iniciativa é mérito do Centro Acadêmico Vladimir Herzog – Gestão Idealize, pelo qual eu tenho um grande carinho. Trabalhamos muito juntos nos dois anos que fui professora substituta no Departamento.

A proposta do evento é dar espaço para que os profissionais da comunicação possam falar sobre a área, o mercado de trabalho e, claro, tirar as dúvidas dos estudantes. Assim o diálogo entre mercado e academia fica cada vez mais forte, e todo mundo só tem a ganhar com isso. A Semana de Comunicação Social é sem dúvidas uma oportunidade para os estudantes se inteirarem sobre os diversos campos de atuação do profissional de comunicação. A programação vai do dia 23 ao dia 28 de abril e será realizada nos auditórios do Centro de Educação, CCHL, Salas de Aula do CCTA, Estúdio de TV e Rádio (CCTA), Salas da Central de Aula.

A oficina que vou ministrar, de Figurino para Televisão, será logo no primeiro dia, na segunda à tarde. Já ministrei algumas oficinas desse tipo e o mote é a moda como comunicação e as especificidades do seu uso em produtos televisuais. Existem diversas oficinas distintas, para todos os gostos. Fico muito feliz também em encontrar ex-alunos compartilhando seus conhecimentos, como Priscila Durand, Raissa Brito e Mellyne Batista (as três foram minhas orientandas nos TCCs no ano passado, motivo de orgulho)!

Toda a programação é gratuita e voltada principalmente para os alunos do Decom. As vagas são limitadas, portanto se quiser garantir a sua é melhor confirmar presença através do e-mail caidealize@gmail.com  ou pelo telefone (83)8857-6285.

Programação

No dia 23/04:

Oficina: Figurino para TV (Telejornalismo)

Agda Aquino: Professora da UEPB

Horário:14h00

Oficina: Produção Audiovisual

Junior Pinheiro

Horário:14h00

No dia 24/04:

Oficina: Produção em 3D

Priscila Durand

Horário: 14h00

Mini-curso: Maquiagem para TV Digital (Telejornalismo)

Raissa Brito / Mellyne Batista

Horário: 14h00

No dia 25/04:

PARALISAÇÃO

No dia 26/04:

Oficina: Os caminhos do texto Jornalístico   

Laerte Cerqueira

Horário: 09h00

Oficina: Estratégias para Reportagem  

Richelle Bezerra

Horário: 14h00

Mini-curso: Cinegrafista

Aderaldo 

Horário: 14h00

Oficina: Jornalismo Cultural 

Andréa Albuquerque

Horário: 18h00

No dia 27/04:

Mini-curso: Comunicação e Cultura Popular

Júnia Martins

Horário: 14h00

Oficina: Telejornalismo 

Bruno Sakaue / Patrícia Rocha

Horário: 14h00

Conheça os indicados ao Oscar de melhor figurino 2011

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Saiu a lista dos indicados ao Oscar de 2011 (que foram exibidos nos EUA no ano passado). O maior prêmio da academia norte-americana de cinema traz todos os anos a lista de filmes preferidos em diversas categorias. Quem acompanha meu trabalho sabe que todo ano trago os indicados à categoria de figurino, e agora não vai ser diferente.

A categoria de figurino, para quem não sabe, é considerada da parte técnica da premiação, o que é uma pena. Talvez por isso seja tradicionalmente dada aos figurinos de época (que são lindos, claro, mas não os únicos merecedores), como se só a reprodução de época bastasse para caracterizar um bom figurino. No ano passado isso mudou um pouco, mas não me agradou. Eu torcia para Coco Antes de Chanel, pela grande homenagem à estilista que marcou a história da moda ocidental, mas foi para o favorito Alice no País das Maravilhas (que apesar de ser uma obra ficcional também tem um pé na história). Para este ano, fica difícil sugerir um favorito meu, já que os filmes ainda não estrearam por aqui. Resta ficar de olho nos trailers e imaginar as possibilidades. Na lista, para não sair do clichê, só filmes de época. Veja os indicados.

Anônimo
O filme explora a teoria de que as peças de Shakespeare são uma fraude e que teriam sido escritas pelo Conde de Oxford Edward de Vere. O filme também mostra os problemas que aconteceram durante a sucessão da Rainha Elizabeth I. Conflitos e conspirações à parte, a figurinista é Lisy Christi que traz um figurino pesado, típico da época. A previsão de estréia aqui para o Brasil é em 17 de fevereiro.

O Artista

Um dos favoritos dessa edição, recebeu nada menos que 10 indicações. O filme francês é mudo, preto e branco e se passa na Hollywood dos anos 20 cheia de conflitos. O figurino fica por conta de Mark Bridges que já fez filmes como Profissão de Risco e Sim Senhor e conta com mais de 30 títulos em seu currículo.


A Invenção de Hugo Cabret
O filme é de Martin Scorsese e está concorrendo em 11 categorias. É ambientado na Paris da década de 30, onde vive o menino Hugo que se vê cercado de mistérios. A figurinista é a veterana Sandy Powell que quase sempre é indicada ao Oscar.

Jane Eyre
A história de Jane Eyre, a governanta presa por um segredo de seu patrão, traz o figurino de Michael O’Conoor que já ganhou o Oscar por A Duquesa.

W.E – O Romance do Século
O filme é inglês e tem a cantora Madonna no corpo de roteiristas. Conta a história de dois casais: a do rei Edward VIII e a divorciada Wallis Simpson (lembram-se dessa história no filme O Discurso do rei?) e um guarda de segurança com uma mulher casada. O figurino é de Arianne Philipps, figurinista de Johnny & June e Direito de Amar.

Ilustrador chileno recria ícones pops com figurinos diferentes

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Você já imaginou ver ícones dos quadrinhos, desenhos animados ou até mesmo das artes com figurinos tão diferentes assim? A ideia foi do ilustrado chileno Fabian Ciraolo. Bacana, não é? Tem muito mais para servir de inspiração lá no blog dele, clicando aqui. Minha preferida é Frida Kahlo com a camiseta Daft Punk.

Figurino do filme de Maria Antonieta é tema do Café com Moda de amanhã

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Eu sou suspeita para falar dessa próxima edição do Café com Moda. É que o convidado especial do bate-papo de amanhã é Alex Cavalcanti, do blog Na Cama com Léon. Ele vai falar sobre o trabalho de conclusão de curso dele, que faz a ponte entre a moda e o cinema. Para quem não sabe, ele acabou de concluir o curso de Comunicação Social com habilitação em Jornalismo e foi meu orientando na monografia. Ou seja, durante todo o ano de 2011 tive o prazer de orientar e acompanhar o desenvolvimento do trabalho apaixonado de Alex, que resultou numa defesa também apaixonada no final do ano, com nota máxima, noda 10, dada pela banca composta por mim e pelos queridos professores Thiago Soares e Suely Maux.

Devo dizer que, pelo que conheço do trabalho e da pesquisa envolvente que Alex produziu, o papo vai ter muita moda com conteúdo, abordando temas como a relação que existe entre moda, comunicação e cinema através dos figurinos dos filmes. Alex promete mostrar também alguns figurinos marcantes e a relação entre a indumentária do filme e a narrativa cinematográfica dentro do longa Maria Antonieta (da Sofia Coppola). A palestra também focará em como o figurino pode ser usado como ferramenta de apoio à narrativa e elemento construtor de sentido dentro da narrativa cinematográfica. Depois da palestra e do debate, como já é tradição no Café com Moda, também haverá sorteios de brindes para os convidados.

Serviço: Café com Moda - dia 11/01 (quarta-feira), a partir das 15h30, lá no Coffee Shop da São Braz dentro da Livraria Leitura, no Manaíra Shopping.

Sobre o Café com Moda: Para quem ainda não sabe, o Café com Moda tem movimentado a cena fashion de João Pessoa com muita Moda com Conteúdo. Além de muito conhecimento, o evento tem servido de ponto de encontro entre os fashionistas da cidade. Ele é organizado pelas fofas jornalistas do portal de moda Nas Entrelinhas e por Alex Cavalcanti. Eu tive o prazer de ter sido a primeira convidada, em agosto do ano passado. Também já passaram figuras marcantes por lá como os queridos Pantera Costa e Léo Mendonça. Vale a pena conferir!

Cabelos, estereótipos e Jornal Nacional – uma relação de amor e ódio

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É a notícia da semana no mundo telejornalístico: Fátima Bernardes deixa a bancada do Jornal Nacional e vai para um programa (misterioso) ainda não divulgado. Reza a lenda que ela vai apresentar um programa de entrevistas pela manhã. Quem viver verá! Semana passada falamos por aqui da saída dela, da sua substituta e os motivos que talvez a tenham levado a essa decisão. Ontem foi o fim dos quase 15 anos em que ela sentou na bancada do JN, como dá pra ver no vídeo completo do telejornal com retrospectivas sobre a carreira dela e a de Patrícia Poeta.

Sem dúvida uma das coisas que mais chamaram a atenção nessa mudança foi o corte de cabelo de Patrícia Poeta, que perdeu as longas madeixas tipo “Maria Madalena Arrependida” e caiu na tesoura da seriedade e caretice do JN. Eu acho que o cabelo ficou bonito, mas a questão não é essa. Ela ficou décadas usando o cabelo longo e essa mudança é totalmente simbólica, marcando território, mudança, agora ela não é mais dona das próprias madeixas (e quem sabe das próprias roupas, ou ideias, ou maquiagem…). Eu aposto que quem está esperando ver os figurinos famosos e glamourosos do Fantástico no JN, vai se decepcionar.

A questão dos cabelos no telejornalismo brasileiro é séria, é um reflexo de toda a poda estética pela qual a mulher é obrigada a passar, mesmo que não de forma oficial, e sim cotidiana. Quantas repórteres e apresentadoras passam pelo mesmo ritual de passagem na hora de assumir suas funções em frente às câmeras? Lágrimas são comuns, e para os mais antigos parece que demonstra o verdadeiro envolvimento da novata com o compromisso que está assumindo, mas na verdade é um preconceito institucionalizado, em nome de uma suposta credibilidade, primando pelo modelo ariano.

É só olhar as imagens dos apresentadores e apresentadoras que se revezam na bancada do JN para perceber que elas adotaram a estética padrão do programa. Cabelos curtos, lisos que remetem à estética andrógina, aquela em que homens e mulheres são esteticamente parecidos, muitas vezes até confundidos. Essa informação quase “assexuada” da mulher no telejornal é reforçada por outras mensagens simultâneas: maquiagem básica, acessórios discretos, o uso de roupas sérias, com cores sóbrias, estruturadas e claramente inspiradas no traje formal masculino, o terno. A escritora Fischer-Mirkin diz que não é mistério o motivo pelo qual iríamos desejar investir nas qualidades masculinas, uma vez que, historicamente, os homens têm alcançado uma série de oportunidades e privilégios negados às mulheres. Usar roupa e cabelo “de homem” é uma maneira simbólica de herdar essa posição privilegiada. Parece que, ainda hoje, ser feminina e ser profissional competente num ambiente tipicamente masculino não são características que possam andar juntas e depõem contra o trabalho da mulher. Com o jornalismo não parece ser diferente, já que se trata de um ambiente extremamente masculino, apesar do crescente número de mulheres na profissão e de elas serem maioria nas universidades de comunicação do país.

Voltando aos cabelos, tem uma história que me impressiona e está diretamente ligada à BBC, de Londres, considerada uma das melhores TVs do mundo. Veio de lá um escândalo envolvendo uma apresentadora antiga da casa, que teria sido demitida por estar velha. Miriam O’Reilly, de 53 anos, venceu a rede de televisão BBC em um raro processo judicial de discriminação por idade. Eles a perseguiam por causa das rugas e também por causa dos cabelos brancos (ela se negava aplicar um spray preto no cabelo todo dia antes de apresentar o seu programa).

Mas se engana quem pensa que isso só acontece em outros países, o preconceito “capilar”, ou estético mesmo, no Brasil é muito sério e abrange desde telejornais até as outras esferas da sociedade. Cabelo crespo, cacheado, ondulado ou branco são mal vistos em mulheres que querem seriedade e/ou credibilidade. Essa semana fiquei chocada com um caso que deve acontecer muito. Uma estagiária de uma empresa de educação em São Paulo sofreu assédio moral no trabalho por não alisar o cabelo. Absurdo isso! O Brasil repete preconceitos baseados em estereótipos todos os dias, e o pior, a gente nem se dá conta disso. “Cabelo ruim” virou sinônimo daquele que não é liso. A expressão “boa aparência” é usada frequentemente para disfarçar esses preconceitos, seja na TV, na escola, nas ruas ou em casa. Até quando?

Babado! A blusa mais comentada da TV brasileira essa semana

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Quem acompanha meu blog ou me conhece sabe que a minha pesquisa de mestrado se debruçou sobre as significações do figurino no telejornalismo brasileiro. Como objeto de estudo, observei o Jornal Nacional (quem quiser saber mais um pouco é só olhar em publicações, tem alguns dos meus trabalhos de pesquisa por lá). Ando meio afastada da observação do Jornal Nacional, mas não tenho como escapar dos comentários que me chegam pelo twitter. Dessa vez foi a fofa da Faby Falcão quem me avisou. Fui olhar no site e no twitter, pronto, pipocaram os comentários engraçados. O povo brasileiro não perdoa. Não sei até que ponto isso é bom ou ruim, porque eu tendo a achar que o povo estranha mais porque não é acostumado do que por senso crítico e social. Análises a parte, que os comentários são engraçados, isso são. Dá uma olhadinha em alguns que eu selecionei.

PiLiB_ feLIPE
Fátima Bernardes tem um inimigo mortal: o figurinista. Que forma de cajuzinho é essa que ela está usando, meu deus ?!

carla_magapic Carla Magalhaes
Como será q é essa roupa da Fátima Bernardes na nuca?

comentv TV + Tweet
Que horas vai tocar a música do “Plantão da Globo” pra falar sobre o escândalo que é esse babado da camisa da Fátima Bernardeshoje no #JN?

Pettersonfarias Petterson Farias
Fátima Bernardes veste a roupa do culto de domingo da sua empregada. Veja.

comentv TV + Tweet
Se chover, os babados da camisa da Fátima Bernardes se transformam num enorme criatório de mosquitos da dengue! Acumula água lá #JN

celsodossi Celso Dossi
Por que a Fátima Bernardes tá vestida de bolo de coco de padaria?

comentv TV + Tweet
Gente, a camisa da Fátima Bernardes tá parecendo aqueles figurinos das bailarinas d’água na abertura do Fantástico nos anos 90! #JN

bellebarros Isabelle Barros
o que é isso pendurado no pescoço de fátima bernardes? parece uma anêmona do mar feita de papel machê…

dudupacheco dudupacheco
A blusa da Fatima Bernardes e uma obra de arquitetura.

papodebola Edu Cesar
Enquanto está 1 x 0 Brasil aos 16′, o que é o casaco “duas caras” da Fátima Bernardes no “Jornal Nacional”? Eh, eh, eh…

Teledramaturgia Nilson Xavier
Fatima Bernardes levou spray de chantilly na blusa, só pode! #JN

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