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Dicas de como montar looks bacanas com peças de brechó

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Os temas retrô, vintage, brechó, reutilização de peças e diminuição do consumo exagerado de roupas sem propósito são recorrentes aqui no blog. E o post de hoje vai no mesmo caminho. Você já pensou em investir em peças de brechó? Em outros lugares do país e do mundo, esse hábito é bem comum, mas por aqui pela Paraíba o hábito pode crescer muito ainda. Essa foi a proposta da reportagem do programa Feminíssima, da TV Tambaú (emissora afiliada ao SBT na Paraíba), que foi ao ar na semana passada. Na equipe, só amigos: a amiga de longa data Laura Luna como repórter, a fofa Bruna Steinbach como modelo e o querido Marcelo Marques como repórter cinematográfico. Além de tudo fomos ao melhor brechó da cidade, o de Fábio Rodrigues (que já foi tema de outro post aqui do blog, olha lá). Com tanta gente boa e peças incríveis, não tinha como dar errado. O resultado você confere no vídeo abaixo.

Para acompanhar as dicas do Feminíssima, dá uma olhadinha no blog do programa. O brechó de Fábio Rodrigues fica localizado no centro de João Pessoa, exatamente em frente ao Pavilhão do Chá, não tem erro. O endereço é Praça Venâncio Neiva, Nº 54 – Centro. Fica aberto de segunda a sexta das 10:00 as 18:00 e aos sábados de 10:00 as 15:00 hrs. Mais informações pelos contatos 8801 6321 / 3241 4635. Algumas peças podem ser vistas no fotolog do brechó.

Diferença entre vintage e retrô

Aproveitando o mote, que tal entender um pouco melhor a diferença entre vintage e retrô? É muito comum as pessoas usarem essas duas palavrinhas como sinônimos, não tem nada de mais, mas na verdade elas têm suas diferenças. Uma peça retrô é aquela que tem referência em uma tendência do passado, mas é nova. É a retomada de estilos do passado porém como inspiração, muitas vezes modificado e atualizado. Já vintage é diferente. O termo vem do inglês e tem relação com a produção de vinhos. Seria algo como “ano em que foi feito um vinho”. Em linguagem geral, agora significa “algo antigo e bom”, “um clássico”. Ou seja, na moda se trata de uma peça clássica, que marcou época. Para ser vintage não basta ser antigo (muito menos velho), tem que ser uma peça original de uma tendência que marcou época. Um exemplo foi o vestido usado recentemente por Natalie Portman no último Oscar, uma peça Dior original de 1954, de poás (bolinhas), um marco da moda e um sonho de vestido.

Grupo no Facebook promove grande bazar de moda na web

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Imagina só a situação: você tem roupas, sapatos, bolsas e afins no seu guarda-roupa que não usa mais, seja porque engordou, perdeu peso, mudou de estilo, de clima ou porque não te caiu bem. Talvez até tenha algumas que estejam ainda com a etiqueta, ou que, quem sabe, tenham sido fruto de presentes que não combinaram muito com você. O que fazer com essas peças em bom estado mas que não te servem? Que tal um grande bazar onde você possa trocar e/ou vender suas peças pela web sem sair de casa?

Foi essa a ideia da minha amiga Suenia Gomes (estudamos juntas na primeira turma de Design de Moda da Paraíba, na Funetec/PB). Ela,  Catarina Andriola e  Barbara Miranda têm uma marca que se chama MARIA QUE FEZ e resolveram divulgá-la pelas redes sociais e fazer as pessoas “aprenderem a prática do desapego, circulando assim as energias acumuladas sem uso em seus armários, guarda-roupas e etc”, botando para fora as peças estagnadas. Criaram então o Maria que fez/ Bazar-Brechó – PB, unindo pessoas em torno da troca e da venda dos próprios produtos. Elas só não esperavam que fizesse tanto sucesso de forma tão rápida. Hoje são mais de duas mil participantes (eu inclusive), número que aumenta todos os dias.

Funciona assim: para participar é necessário ser adicionado por um amigo que está no bazar, ou por iniciativa própria, mas todas as solicitações têm que passar pela aprovação de Suenia, que organiza o grupo. Além disso, existem as regras de participação, que funcionam para dar um mínimo de organização e dinâmica às atividades por lá. Estão disponibilizados vários tipos de produtos, divididos em categorias, como blusas, bolsas, calçados, calças, casacos, cintos, coletes, cosméticos, echarpes, jóias e bijus, lingeries, perfumes, saias, shorts, vestidos, relógios, produto de decoração, livros e etc. Também são divulgados produtos feitos pelas participantes e há ainda espaço para divulgação de lojas, marcas, sites e afins. Os produtos sempre aparecem com preço, tamanho, marca, especificações se o material é novo ou usado, dentre outras.

As negociações de prova, recebimento de produtos e dinheiro fica por conta das participantes (datas e locais de negociação devem ser feitos, de preferência, de forma privada, por meio de mensagens inbox). Ou seja, o grupo funciona na verdade como um grande expositor, uma grande vitrine.

Esse grupo vem bem a calhar no atual momento de conscientização do uso da moda, já que a sustentabilidade está em alta. Sem falar da comodidade de escolher as peças de casa e também de dar destino às coisas encostadas no armário. “Estou vendo muita gente concretizar as suas vendas e as suas compras e trocas, estou muito feliz com isso. Agora cada um é reponsável pela sua venda, compra ou troca, já que não tenho nenhum vínculo lucrativo com isso além da propagação da marca”, comemora Suenia. Acho que quem também tem a comemorar somos nós também, que temos a oportunidade de fazer parte desses processos. Só um lembrete, o bazar é formado principalmente pelo pessoal de João Pessoa, para facilitar os encontros. Mas nada impede que sirva de inspiração para pessoas de outros lugares, vale a pena.

Brechós – a moda do passado que faz o corpo e a cabeça dos modernos

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Texto e fotos: Ricardo Tolêdo

Apesar de todo o preconceito, o brechó não é mais visto como o lugar de roupas velhas e desgastadas, tornou-se um lugar onde é possível encontrar relíquias u-ni-cas para compor seu look e qualificar seu estilo. Popular no Rio de Janeiro desde o século XIX e usado por grandes celebridades como a Júlia Roberts na entrega do Oscar, as roupas de brechó estão em alta também por aqui.

As peças dão a chance das pessoas se individualizarem num mundo globalizado, jogar uma peça um pouco mais antiga com uma atual, criando um estilo próprio, onde o uso de acessórios também é importante. Sem contar que, em Nova Iorque, por exemplo, em plena Times Square, existe um famoso brechó, que se dá ao luxo de só dispor de objetos da glamourosa marca Chanel.

Conversando com Fábio Rodrigues, proprietário de um conceituado brechó aqui em João Pessoa, ele ressaltou que “o trabalho de seleção das peças e como um garimpeiro, tenho que por uma grande mochila nas costas e sair à procura de peças em outros brechós. Garimpo peças vintage, pois são relíquias de moda. Sempre viajo pra outros estados como São Paulo, Recife e outras cidades, além também de garimpar peças pra customização: “fazer tie dey” e atualização das outras peças com o meu olhar atual na moda.”

Além de estilização pessoal, você adere a uma moda ecologicamente correta, se não devidamente utilizadas, tornariam lixos. “Meu cliente tem a noção de estar comprando além de um estilo ímpar, a ideia de um planeta melhor para os nossos filhos. Assim, mas uma vez o brechó se torna um grande celeiro de moda, onde ela é cíclica: tudo vai e volta”, diz Fábio.

Longe de cair no esquecimento, já que as pessoas sempre vão estar a procura de identificação & individualização na vestimenta e o lugar mais provável para encontrar isso é num bom brechó.

Para quem desejar conhecer mais, o brechó de Fábio Rodrigues fica em frente ao Pavilhão do Chá, na Praça Venâncio Neiva, Nº 54 – Centro. Fica aberto de segunda a sexta das 10:00 as 18:00 e aos sábados de 10:00 as 15:00 hrs. Mais informações pelos contatos 8801 6321 / 3241 4635.

Ricardo Tolêdo é jornalista em formação. Apaixonado por moda, literatura, cultura & arte. Humor e ironia são seus principais ingredientes.

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