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Arquivos da Tag: artesanato

Curso de produção de moda da Funetec/PB me recebe como professora

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Estou feliz da vida com o convite que recebi do professor e estilista Léo Mendonça, coordenador do curso de Produção de Moda da Funetec/PB, instituição vinculada ao IFPB, em João Pessoa. Eu fui aluna da primeira turma do curso, que na época se chama de Design de Moda (curso técnico), e hoje vou voltar à instituição como professora. Já são cinco anos entre minha estada como aluna por lá e minha chegada como professora, nesse meio tempo, investi pesado na minha carreira de docente e de pesquisadora de moda, tendo concluído uma monografia de especialização e uma dissertação de mestrado na área. Para marcar esse momento, vou ministrar a disciplina que para mim é a síntese da origem da minha paixão pela moda: Tipologias do artesanato. Não vejo a hora de começar, o módulo está previsto para ter início em agosto. No planejamento das aulas estão inclusas visitas técnicas, palestras, muita interação e atividades práticas. Hoje, além da Funetec/PB, sou professora dos cursos de Jornalismo da Faculdade Maurício de Nassau e da UEPB, sem dúvida o trabalho mais importante da minha vida!

Crochê e tricô – moda para ver, fazer e usar

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A onda artesanal parece que veio mesmo para ficar. Desde o ano passado, várias marcas famosas ao redor do mundo resolveram assumir as agulhas do tricô e do crochê em suas coleções. O nosso inverno também está cheio de peças de linha e lã trançadas. E não pense que é só porque é a estação mais fria do ano não, o verão também promete vir cheio de crochê. Quem deu o primeiro passo nessa direção foi a Dolce & Gabbana, com uma coleção de verão 2011 recheada de peças brancas e crochetadas (a mesma que figurou em diversas capas de revista de moda e tapetes vermelhos ao redor do mundo). Em fevereiro, o portal de tendências WGSN apontou o crochê como uma das dez peças essenciais da estação. E para consolidar a tendência, a trama apareceu em biquínis, vestidos, calças e coletes nas semanas de moda do Rio de Janeiro. Ontem eu postei por aqui o trabalho da estilista Helen Rödel. Uma lindeza. Me diga mesmo se dá ou não dá vontade de usar tanta coisa linda?

O resultado não poderia ser outro, coleções e coleções belíssimas à mão de todos e todas. Isso mesmo, dá pra qualquer um se aventurar pelo universo maravilhoso de fazer suas próprias peças. No mercado não faltam revistas que ensinam como fazer. Na internet também é fácil achar receitas, das mais simples às mais completas. Por vários lugares do mundo se multiplicam os clubinhos e encontros de amigos e amigas que estão resgatando essas artes típicas do tempo da vovó.

Eu sou suspeita pra falar. Sempre fui apaixonada por tricô, mesmo quando ele não estava tão em evidência assim. Fazia muitas peças quando era mais nova, até para minhas bonecas. Mas não sou a única na minha casa, as verdadeiras prendadas são a minha mãe e, principalmente, a minha irmã, Aida, uma crocheteira de mão cheia. Ela mora na Holanda e formou até um grupo de amigas por lá para aprender a arte de tecer peças com essas agulhas. Ela me prometeu que iria postar algumas imagens e vídeos no blog que a gente mantem juntas, o Mãe Tila. Enquanto ela organiza o material dá pra ir dando uma olhadinha nas outras coisas que tem por lá e, quem sabe, se inspirar para fazer as suas.

Aida e uma de suas bolsas de crochê

Crochê inspirador no trabalho da designer Helen Rödel

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Esses dias uma amiga me mandou o link para um vídeo lindo e inspirador sobre o crochê. É o trabalho de Helen Rödel. Simplesmente lindo. Mais uma vez reforça a ideia que eu venho falando por aqui, do valor único da moda artesanalmente construída. Fiquei encantada pelo trabalho, espero que vocês também gostem.

O vídeo abaixo é um mini-documentário sobre a coleção da estilista produzido por Antônio Ternura, Ieve Holthausen, Sergio Guidoux Kalil e Tuane Eggers. Mais um motivo para sair nesse friozinho de inverno com peças em crochê, não acha? Eu já estou usando as minhas.

Documentário Helen Rödel – Estudos MMXI (english subtitles) from Helen Rödel on Vimeo.

Salão de artesanato em Campina Grande – um universo cheio de moda

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Pra mim é sempre uma experiência maravilhosa ir para as feiras e salões de artesanato. É uma delícia circular pelos corredores cheios de vida dos eventos que reúnem pessoas que se dedicam a produzir peças com as mãos. E tem cada coisa linda, eu sempre me esbaldo: praticamente impossível sair de mãos vazias. E um programa obrigatório para mim essa época do ano é visitar o Salão de artesanato em Campina Grande. Crochê, renda renascença, bordados, peças com chita, couro… tantos materiais diferentes transformados em peças únicas e antenadas com aquilo que há de mais moderno no universo do consumo (não só de moda): o individual e exclusivo, o feito à mão. Foi-se o tempo em que se achava que peças artesanais eram coisa sem estilo (eu, aliás, nunca pensei assim). Desfiles internacionais, cadernos de tendências e inspirações, revistas de grande importância no mundo da moda nacional e internacional defendem essa ideia. Pra onde a gente olha o artesanal está presente. Então imagina poder entrar nessa onda, adquirir produtos lindos e ainda por cima valorizar a produção artesanal da Paraíba e o talento dos nossos artesãos – tudo por precinhos ótimos? É imperdível.

 

 

 

 

 

14º Salão de Artesanato em Campina Grande

O evento, que acontece durante o Maior São João do Mundo, tem a exposição das produções de 3.400 artesãos, somando mais de 5 mil, entre trabalhos manuais, artesanato e gastronomia.
Data: 09/06/2011 a 26/06/2011
Local: Avenida Severino Cabral – Catolé – Campina Grande
Entrada franca

Estação Cabo Branco faz feira com peças de mulheres artesãs

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O artesanato está em alta mais do que nunca. E não é pra menos, em tempos de valorização do individual e do feito à mão, as peças únicas, exclusivas e cheias da energia de quem as faz ganham cada vez mais destaque, no mundo da moda inclusive. Sem falar da beleza e da arte encontradas em peças incríveis. Não sobram motivos então para visitar feira que está acontecendo até o final do mês na Estação Ciência em João Pessoa.

A Feira de Artesanato “Mulheres em Movimento na Estação acontece na Sala Multiuso e está funcionando das 9h às 17h (terça a sexta-feira) e das 10h às 18h (sábado e domingo). Foram inscritas mais 100 mulheres entre artesãs e culinaristas. Estão à venda artesanatos como fuxicos, bijuterias, calçados, objetos para decoração, roupas, brinquedos, entre outros artigos, além da culinária. Cerca de 40 artesãs participam da mostra ‘Festejos Juninos. Sonho e alegria do povo nordestino’, com mais de 600 produtos de bordados, fuxicos, crochê e reciclados. A mostra é composta de artesãs capacitadas pelo Projeto Raízes da Arte, uma ação apoiada pela Prefeitura de João Pessoa, através da Secretaria de Políticas para as Mulheres, que realizou cursos de formação com cerca de 50 mulheres, desenvolvendo técnicas para a produção dos artesanatos da região. Durante esse mês de junho, o visitante da Estação Cabo Branco vai encontrar uma programação com exposições, música, danças populares, vídeos, oficinas, sarau de poesia e outras atividades educativas, artísticas e culturais.

Fonte: Secom/JP

Moda solidária à venda pela internet

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Produtos Rede Asta
Por incrível que possa parecer, ainda tem muita gente por aí achando que moda é só futilidade. Ainda bem que tem muita iniciativa bacana por aí ajudando a mudar essa ideia. Uma delas foi a que descobri essa semana, uma nova proposta de comercialização de produtos de moda. Ela é feita pela Rede Asta, a primeira rede de venda direta de produtos de economia solidária do país. Achei a ideia maravilhosa por ser socialmente responsável e também por ter produtos lindos e de preços super acessíveis. Pelo visto essa é a primeira vez que uma instituição coloca à venda – sem atravessadores – produtos feitos à mão por grupos de pequenos empreendedores. Bem que essa ideia poderia se espalhar…

As peças negociadas pelo grupo são desenvolvidas pelos produtores e selecionadas pelo Departamento de Criação da Asta. Com os produtos selecionados, inicia-se o processo de produção do catálogo de vendas, que é emitido trimestralmente e traz uma média de 40% de renovação, ou seja, a cada catálogo entram em torno de 40 novos produtos. Os que vendem mais permanecem nos próximos catálogos. Eles não negociam apenas produtos de moda, também tem coisas fofas para a casa e escritório.

Para saber mais sobre a Asta:

• A origem

A palavra Asta vem de Ástrea, a mais pura de todas as deusas. Diz a mitologia que Zeus a enviou à Terra durante um período de caos para que pudesse impor justiça e ordem entre os mortais. Graças a Ástrea, a humanidade viveu um período conhecido como a idade do ouro, a idade feliz, uma época de harmonia e igualdade no mundo.

• A história da Asta

Nascida há três anos, a Asta é um dos projetos do Instituto Realice, organização sem fins lucrativos criada com o objetivo de gerar renda para comunidades populares do estado do Rio de Janeiro. Para dar início à essa rede, foram visitados vários grupos produtivos em toda região do Grande Rio e selecionados aqueles que foram considerados de maior potencial. Hoje são 32 grupos participantes. São mais de 600 artesãos, que desenvolvem produtos exclusivos criados a partir de materiais ecológicos, como bambu, piaçava e fibra de bananeira, retalhos, jornal, sempre obtidos a partir da otimização de recursos, da reciclagem e do reaproveitamento. A Rede Asta contribui para o escoamento dessa produção e para a geração de renda desses artesãos ao uni-los a grupos de revendedores autônomos que, munidos de um catálogo, chegam aos consumidores finais.

Ficou com vontade de conhecer? Então clica aqui e entra no site deles. :D

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