
Por incrível que possa parecer, ainda tem muita gente por aí achando que moda é só futilidade. Ainda bem que tem muita iniciativa bacana por aí ajudando a mudar essa ideia. Uma delas foi a que descobri essa semana, uma nova proposta de comercialização de produtos de moda. Ela é feita pela Rede Asta, a primeira rede de venda direta de produtos de economia solidária do país. Achei a ideia maravilhosa por ser socialmente responsável e também por ter produtos lindos e de preços super acessíveis. Pelo visto essa é a primeira vez que uma instituição coloca à venda – sem atravessadores – produtos feitos à mão por grupos de pequenos empreendedores. Bem que essa ideia poderia se espalhar…
As peças negociadas pelo grupo são desenvolvidas pelos produtores e selecionadas pelo Departamento de Criação da Asta. Com os produtos selecionados, inicia-se o processo de produção do catálogo de vendas, que é emitido trimestralmente e traz uma média de 40% de renovação, ou seja, a cada catálogo entram em torno de 40 novos produtos. Os que vendem mais permanecem nos próximos catálogos. Eles não negociam apenas produtos de moda, também tem coisas fofas para a casa e escritório.
Para saber mais sobre a Asta:
• A origem
A palavra Asta vem de Ástrea, a mais pura de todas as deusas. Diz a mitologia que Zeus a enviou à Terra durante um período de caos para que pudesse impor justiça e ordem entre os mortais. Graças a Ástrea, a humanidade viveu um período conhecido como a idade do ouro, a idade feliz, uma época de harmonia e igualdade no mundo.
• A história da Asta
Nascida há três anos, a Asta é um dos projetos do Instituto Realice, organização sem fins lucrativos criada com o objetivo de gerar renda para comunidades populares do estado do Rio de Janeiro. Para dar início à essa rede, foram visitados vários grupos produtivos em toda região do Grande Rio e selecionados aqueles que foram considerados de maior potencial. Hoje são 32 grupos participantes. São mais de 600 artesãos, que desenvolvem produtos exclusivos criados a partir de materiais ecológicos, como bambu, piaçava e fibra de bananeira, retalhos, jornal, sempre obtidos a partir da otimização de recursos, da reciclagem e do reaproveitamento. A Rede Asta contribui para o escoamento dessa produção e para a geração de renda desses artesãos ao uni-los a grupos de revendedores autônomos que, munidos de um catálogo, chegam aos consumidores finais.
Ficou com vontade de conhecer? Então clica aqui e entra no site deles.
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