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Arquivos da Categoria: Publicidade

Gisele Bündchen vira Maria Antonieta em comercial da SKY

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Eu sou meio chata para rir em comerciais, isso não é novidade, mas esse da SKY eu confesso que adorei. O tema ajuda, a brincadeira com Maria Antonieta, a “Rainha da Moda”, é cheia de piadinhas que só quem entende a história conhece. Se funciona para todos os públicos? Não sei, mas sei que Gisele Bündchen está ótima interpretando uma Maria Antonieta mais que moderna para a época dela. A campanha leva o título de “ Em que época que você vive que não tem SKY?”. Parece que Gisele, garota propaganda SKY vai interpretar outras personagens históricas. Enquanto elas não saem, confere aí o de Maria Antonieta.

Para saber mais sobre a rainha que marcou a história do mundo, da frança e da moda, você pode ler o livro “A Rainha da Moda” e assistir ao filme “Maria Antonieta”, de Sofia Coppola, que ganhou o Oscar de melhor figurino em 2003.

Ví no Bafonique.

Chapinha para crianças – a padronização desde a infância

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Faz tempo que estou querendo falar sobre esse assunto, mas só arrumei tempo para isso agora. No segundo semestre do ano passado eu vi um comercial de uma sandália da Barbie fabricada pela Grendene que vem com – surpresa – uma chapinha. E ela não é para alisar o cabelo da boneca não, é para fazer o procedimento no cabelo das meninas mesmo. Fiquei chocada, não apenas pelo comercial mas por perceber que no livre universo da web muita gente tem anunciado publicamente fazer tratamentos para alisamentos, inclusive com processos químicos, em crianças de menos de 3 anos de idade. Lógico que fazem isso em casa, já que muitos salões e profissionais se negam (por medida de segurança e saúde) a fazer esse tipo de procedimento em crianças menores de oito ou dez anos.

É claro que a indústria sente as tendências de mercado e reverbera elas. A Grendene parece ter se arrependido do produto já que o comercial desapareceu das redes sociais e o produto ficou raro de encontrar nos últimos meses, mas acredito que isso tenha se dado muito mais pelas reclamações de mal funcionamento do produto do que por questões éticas. Alguns talvez leiam esse post sem entender o porquê do meu espanto, e explico que ele se justifica porque eu levanto a bandeira da não-padronização, do não-preconceito estético e digo não também aos modelos estereotipados de beleza. Falei um pouco sobre isso nesse post sobre a beleza negra e nesse post com um artigo acadêmico meu sobre estereótipos no telejornalismo brasileiro.

Nós, adultos, consumidores, pais, comunicadores, estamos cada vez mais colaborando para uma sociedade padronizada e estereotipada desde a infância, e fazemos isso de várias formas e a principal delas é com os nossos próprios exemplos. Até quando reproduziremos esse discurso arianista de que cabelo liso é igual a “cabelo bom” e cabelo cacheado é sinônimo e “cabelo ruim”? Eu sou a última a apontar o dedo julgando encontrar “culpados”, mas a primeira a levantar a mão e dizer que precisamos mudar. Outra discussão que precisa ser feita diz respeito à publicidade para crianças. É uma questão séria que o Conar sempre bate em cima. Uma visão esclarecedora a esse respeito está no documentário abaixo: Criança – A alma do negócio. São 50 minutos que valem a pena, não para definir o pensamento sobre o assunto, mas quem sabe para incitar cada vez mais a discussão.

Este documentário reflete sobre estas questões e mostra como no Brasil a criança se tornou a alma do negócio para a publicidade. A indústria descobriu que é mais fácil convencer uma criança do que um adulto, então, as crianças são bombardeadas por propagandas que estimulam o consumo e que falama diretamente com elas. O resultado disso é devastador: crianças que, aos cinco anos, já vão à escola totalmente maquiadas e deixaram de brincar de correr por causa de seus saltos altos; que sabem as marcas de todos os celulares mas não sabem o que é uma minhoca; que reconhecem as marcas de todos os salgadinhos mas não sabem os nomes de frutas e legumes. Contundente, ousado e real este documentário escancara a perplexidade deste cenário, convidando você a refletir sobre seu papel dentro dele e sobre o futuro da infância.

Direção Estela Renner
Produção Executiva Marcos Nisti
Maria Farinha Produções

http://interpretacoesdeumsujeito.blogspot.com/

Fiat usa blogueiros em campanha de sua linha de moda

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Muita gente diz que os blogueiros de moda são os novos lançadores de tendências. Se isso é totalmente verdade ou não, é relativo, mas que a indústria já atentou para esses formadores de opinião, isso é verdade. Foi o que aconteceu com a nova coleção lançada pela Fiat. Isso mesmo, a fabricante de carros tem também uma linha fashion, atentando para o emergente mercado da moda com uma linha de produtos sofisticados para um público seleto e elegante. Pois não é que aqui no Brasil eles produziram um VT só com blogueiros para divulgar as roupas? Olha só:

O vídeo tem como estrelas os blogueiros Camila Coutinho (Garotas Estúpidas), Lu Ferreira (Chata de Galochas), Caio Caprioli (Sem Paletó) e Thereza Chammas (Fashionismo). No VT eles usam peças da coleção Fiat Fashion inspirada no carro Cinquecento. A coleção, como o veículo (que é muito fofo), é clean e sofisticado. A linha traz referências minimalistas e peças como camisas, camisetas, regatas, pólos, vestidos, jaquetas, calçados e acessórios. Me lembrou muito as coisas da Lacoste, com uma pitada mais moderna.

Se você ficou curioso, saiba que o Fiat Fashion é um projeto ousado e inovador que traduz os atributos e valores da marca Fiat através da moda, comportamento e design. Segundo o site que divulga as peças, o Fiat Fashion tem sua segmentação de mix de produtos baseada em linhas com identidades próprias, adventure e streetwear, inspiradas nas próprias linhas dos carros ou lifestile, trazendo para a moda todo o arrojo do design automotivo. As roupas e acessórios das coleções Fiat Fashion passam por processos especiais de criação e produção. Com a colaboração de um estilista exclusivo, as peças são produzidas com técnicas de aplicação inovadoras, estampas exclusivas e tecidos macios e confortáveis, tudo isso com um toque moderno e despojado.

A Fiat Fashion existe desde 2006 e já fez parcerias com vários estilistas famosos, alguns brasileiros, como Alexandre Herchcovitch. Dá pra conhecer a coleção completa no site: http://www.fiatfashion.com.br

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Moda e PacMan – Como um joguinho antigo de computador inspira a moda ao redor do mundo

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A Dior lançou no mês passado um novo vídeo de suas maquiagens em stop motion. Nas redes sociais a grande repercussão do material ficou por conta da temática: inspirado em jogos antigos. Eu AMO esses jogos eletrônicos que o vídeo faz referência, como Tetris, Super Mário e PacMan. Isso me fez lembrar que não é de hoje que esses games viram tendência de moda. Não faltam coleções, acessórios e afins inspirados neles. O próprio PacMan já apareceu em tantas peças que nem dá pra contar. Eu fiz uma breve coleção aqui para inspirar. Eu ADORO! Meu nerd, eu sei, mas quem não tem um lado geek que atire a primeira pedra.

O PacMan, os fantasminhas, as frutinhas, viraram referências iconográficas nesses mais de 30 anos de existência. É praticamente um dos principais conceitos estéticos dos anos 80. Hoje é possível comprar camisas com a imagem do labirinto, ou apenas do PacMan, ou dos fantasmas, muitas vezes estilizados. Também existem relógios e taças comemorativas pelos 30 anos do jogo. Tem até quem coloca os bichinhos nas unhas…

O brinco, os anéis e o colar acima são da Objetos de Desejo.

O relógio PacMan é só conceitual, ainda não foi produzido (pelo menos por enquanto). Muito bacana!
O casaco só vende fora do Brasil, por  aqui.
Em 2008, o estilista britânico Giles Deacon fez uma super coleção altamente conceitual com a identidade visual do bonequinho que come-come. Olha que legal:
pacfashion3
pacfashion1
pacfashion2
 Se depois dessa enxurrada de carinhas e fantasminhas te deu vontade de jogar um pouquinho, é só acessar o PAC-MAN online. Difícil é parar depois…

Campanha Benetton: de volta às polêmicas

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O papa Bento 16 beija o imã do Cairo Mohamed Ahmed el-Tayeb

Selinho entre Barack Obama, dos EUA, e Hugo Chávez, da Venezuela

Estou definitivamente numa semana inspirada pela publicidade. Dessa vez o assunto é a polêmica em torno da nova campanha da Benetton. A marca, que é uma transnacional italiana de moda, foi funda da em 1965 por quatro membros da Família Benetton. Nos anos 1980 e 1990 a grife ficou famosa por campanhas polêmicas e agora ela volta ao topo das paradas de sucesso da publicidade por mais uma campanha controversa. A assessoria jurídica do Papa Bento XVI já entrou com uma ação na justiça para tirar os outdoors das ruas do Vaticano e de toda Itália, por considerar a montagem uma ofensa ao representante máximo da Igreja Católica. Mas o Papa não foi o único escolhido para estrelar os anúncios. Com o título de “Unhate”, que numa tradução literal pode ser entendido como algo como “desodeie”, os outdoors mostram grandes líderes mundiais se beijando na boca. Irônicas e com uma espécie de humor ácido, as imagens estão provocando um burburinho só. Outras peças mostram o presidente americano Barack Obama beijando o líder venezuelano Hugo Chávez e o presidente chinês Hu Jintao, um beijo entre o premiê israelense Binyamin Netanyahu e o líder palestino Mahmoud Abbas e outro entre o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-Il e o presidente da Coreia do Sul, Lee Myung-bak. Dá pra ver tudo no site oficial.

Os representantes da Coréia do Norte (Kim Jong-Il) e da Coréia do Sul (Lee Myung-bak)

O presidente palestino Mahmoud Abbas e o primeiro ministro israelita Benjamin Netanyahu

Barack beija também o presidente Hu Jintao

E tem também um beijinho entre a chanceler alemã Angela Merkel e o presidente francês Nicolas Sarkozy

Mas antes dessas, muitas outras campanhas da Benetton chocaram as pessoas através de imagens e temas polêmicos, como racismo, violência, condenação à morte, deficiência física, homossexualidade, Aids, guerras, religião e vários outros. Inúmeras vezes o Vaticano acionou a justiça contra as ações publicitárias da marca, como na vez em que a grife usou a imagem de uma freira e um padre se beijando ou naquela em que usou uma estátua de Jesus em meio a um leito de morte com uma família obesa ao redor. Sempre com o fotógrafo Oliviero Toscani à frente dos projetos, as campanhas optam por uma estratégia de “propaganda de choque”, que se tornou uma prática cada vez mais utilizada por publicitários, considerada uma maneira eficiente de ganhar a competição pela atenção do público. Mas desde 2000 a empresa não fazia algo tão polêmico. Para muitos essa é uma espécie de “volta às origens” nos conceitos publicitários da marca que marcaram época e criaram uma certa identidade para a grife.

Campanhas polêmicas da Benetton nos anos 1990

O que eu reflito aqui é a questão da moda inserida na campanha. Há muito tempo que eu defendo a ideia de que moda não é só roupa, produto simplesmente. É conceito, identidade, posições políticas, ideologias, sonhos, desejos e objetivos de vida. Onde estão as roupas nas campanhas? As peças que são comercializadas pela marca? Na loja, porque a marca não quer vender produto e sim conceito. Se essa campanha funciona bem para todos os públicos, eu acho que não. Se ela vai funcionar para os novos consumidores da marca, é um caso a se pensar. Se vale a pena investir na polêmica a todo custo só para ficar em evidência, é uma questão ética importante para ser discutida. Mas que dá o que falar, isso dá. Se você quiser se aprofundar um pouco mais no assunto, eu sugiro a leira dessa monografia de graduação em Publicidade e Propaganda de 2002 que faz um estudo semiótico sobre as antigas campanhas polêmicas da marca. Para ler basta dar uma olhadinha no link: http://www.nead.unama.br/site/bibdigital/monografias/benetton.pdf

Versace prêt-à-porter – a democratização da grife

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A minha prima mais linda e preferida, Atena Pontes, que mora em Lyon, na França, me mandou via Facebook esses dias o novíssimo-íssimo comercial da Versace para a H&M. Conceitual, o VT viaja pelas peças clássicas que estão recebendo releitura para o fast fashion a partir deste final de semana nas lojas da marca ao redor do mundo. Glamouroso e com toda pinta de editorial de moda, o The Very Best of Versace for H&M tenta capturar a essência da marca de alta costura que se rendeu ao universo das grandes lojas de moda varejista. Vale a pena conferir.

Para quem não está por dentro, a grife italiana Versace anunciou no meio deste ano que iria produzir 40 peças femininas e 20 masculinas, além de acessórios, para serem comercializadas na H&M. Os produtos são baseados nas criações icônicas dos anos 80, do designer Gianni Versace — fundador da marca morto em 1997. “Como estilista eu olho para o futuro e não para o passado. Mas sendo irmã de Gianni, o DNA é Versace e vou usar as peças que se tornaram ícones da marca que não ficaram exatamente só no passado, mas que continuam atuais”, explicou Donatella Versace, estilista da grife. A coleção vai para as lojas a partir do próximo dia 19/11, mas infelizmente não tem no Brasil. Se ficou com vontade, dá só uma olhadinha na coleção disponibilizada no site. http://www.hm.com

Para quem quer saber um pouco mais sobre a opção da grife em adentrar no universo do “pronto para vestir”, posto aqui também um vídeo divulgado em junho deste ano. Nele Donatella Versace e Margareta van den Bosch explicam algumas coisas. Em inglês!

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